quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Por que continuamos a gostar de Star Wars?


Quando George Lucas (um cineasta que havia recebido alguns prêmios pela produção de curtas) foi com a cara e a coragem tirar seu mais ambicioso projeto do papel, não imaginou o rumo que Star Wars tomaria a partir dali.

Depois de enfrentar diversas dificuldades, George Lucas pode ver seu filme em cartaz no dia 25 de maio de 1977, presente apenas em 32 salas de cinema em todo país (EUA). Chegou a vez de Lucas de falar “sabe a gordinha? Emagreceu! Sabe a feia? Ficou bonita! Sabe Star Wars? Foi sucesso! ”. STAR WARS BOMBOU, BICHA!

Se você nunca assistiu Star Wars, tenho certeza que já ouviu falar. Eu lembro de um episódio do Drake e Josh que eles ficam doidões quando conseguem comprar uns sabres de luz. Lembro dos comerciais da Cartoon Network falando toda hora de cavaleiros Jedis. E de uma vez que ganhei o Yoda no Mc Lanche Feliz, acho que em 2009.

A pergunta que não quer calar, entretanto, é: por que Star Wars continua fazendo tanto sucesso?

1. Porque a luta do bem contra o mal sempre vai mexer com as emoções da gente


E faz a gente pensar que aquela menina chata da sexta série que implicava conosco vai sofrer as consequências dos seus atos. Do que o motorista mal-humorado que não para no ponto quando vê um deficiente físico também.

2. Em uma galáxia muito, muito distante...


E esse nosso fetiche por querer saber o que tem lá do outro lado. Seja do mundo, do sistema solar, do universo. Star Wars se passa em uma galáxia distante, com seres que vão além da nossa imaginação.

3. Todo mundo pira num robô


Eu piro de medo. Sério, não gosto desses bichos. Uns piram de admiração. E pirava mais ainda, pelo mesmo motivo, a geração da década de 70 que ainda não sabia que tinha gente dentro do R2D2 e do C3PO, ou achava o máximo robôs de verdade existirem, ou morria de medo deles existirem.

4. Monomito outra vez


Pra te estruturar, monomito ou jornada do herói é um conceito de jornada cíclica presente em diversos mitos e histórias. Podemos citar, por exemplo, Jesus, Buda, Hércules, Prometeu, Osíris... Aqui, temos Luke Skywalker que, trazendo pra nossa realidade, é um camponês que é chamado pela Força para entrar no exército e salvar uma princesa.

5. A Força


Star Wars tem a espiritualidade mais do que presente na sua história. A aqui mencionada, Força, usando as palavras de Obi-Wan Kenobi, é “um campo de energia criado por todas as coisas vivas: ela nos cerca, nos penetra; ela mantém a galáxia coesa; Ela provém de tudo; Ela é tudo." Em star Wars, os que usam a força para o bem são Jedis, ao passo que os usam para o mal são Siths.

6. O carinha do mal que a gente ama


Sabe como é. Ele tá de preto, usa uma capa sinistra, tem uma voz maligna e, de brinde, um fundo musical muuuuuuito bacana toda vez que aparece. Tan Tan TanDan TanDan TanTan... Sim! Estamos falando do nosso querido Darth Vader! A quem odiamos por fazer o mal e amamos por ser um clássico, um mito, amamos porque amamos!

7. O cara charmoso fora da lei que é do bem


Tipo aquele seu amigo v1d4 l0k4 que sua mãe quer te proibir de andar. Ou o namorado rock n' roll que todo mundo da sua e da minha família olha torto. Tá mãe, ele não é um bom partido, é um contrabandista, mercenário, pirata do espaço... Eu sei mãe, eu sei que ele só entrou nessa de salvar princesa porque queria dinheiro pra pagar o Jabba, eu sei, mas ele é do lado bom da Força, acredite em mim.


8. O lado mal querendo atrair quem tá do lado do bem


Não tão extremo quanto acontece nos filmes, nos identificamos porque isso acontece conosco. A vontade de trapacear, mentir, roubar... para os que lutam contra esses impulsos, Luke é um correspondente em outra galáxia. Alguém que tem a bondade no coração, mas é chamado constantemente para renunciá-las e atender os desejos mais sombrios do coração.

9. ¡Viva la revolución


Usando as palavras de Che Guevara, “ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética”, e todo esse clima de rebeldia contra o império opressor e dominar fascina muita gente. Gente que viu os caras lutarem contra a ditadura aqui no Brasil e também gente que não tava lá, mas leu nos livros de história.

10. Muito mais que espadas



Todo mundo acostumado com as espadas dos filmes de heróis baseados na idade média quando de repente chega Star Wars com umas “espadas diferentes”. Sabres de Luz são muito mais que espadas diferentes, não é mesmo? Não dá pra se defender dessas luzinhas não, gente! 

Meus brothers, faltam cinco minutos pro dia 17, tão esperado pelos fãs de Star Wars. Eu vou deixar pra assistir depois, quando estiver mais barato e as salas não estiverem tão cheias, mas isso só aumenta minha ansiosidade. 
E você, tá ansioso também?
Tem mais um motivo para continuar amando Star Wars?
Conta pra mim!
Abraços quentinhos!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Então isso é amor?



São lindas as canções que falam de amor. São lindas as poesias, crônicas, pinturas, os filmes também são. É lindo imaginar isso. Duas pessoas diferentes que encontram um no outro consolo para todo tipo de dor, motivação para continuar vivendo quando a vida deixa de fazer sentido, esperança para um mundo cheio de dor.

O que é o amor? São muitas as definições. Contraditórias, inclusive, mas poxa, é superficial demais esse lance que mostram os textos, as canções, as poesias. É superficial demais isso de achar que alguém é o consolo para qualquer tipo de dor que possa sentir. Existe alguém assim? Que, além do incrível fato de nunca me machucar, vai ser meu consolo para todas as dores? Vai ter a resposta para todos meus questionamentos?

Eu conheci um cara, uma vez. Desses que eu sempre quis conhecer, sempre quis ter. Mas quando fui dele, doeu. Doeu em mim as dores dele, doeu em mim as suas teimosias, os seus atrasos, a sua falta de compromisso com as coisas sérias, inclusive comigo. Doeu em mim os vacilos, os esquecimentos, as discórdias... Aconteceram coisas ruins. Daquelas que nos trancam, que nos trazem o sentimento infantil e vaidoso de “nunca mais peço nada”, “não vou me importar com mais nada”. O amor, mesmo quando recíproco, dói. Porque somos nós que o sentimos, e nós machucamos.

Eu conheci um cara uma vez, que me machucou, a quem eu machuquei, com quem eu briguei, odiei, fui orgulhosa, birrenta, ciumenta, manhosa e vaidosa. Nada de consolo para todo tipo de dor, não é? Nenhuma esperança para um mundo cheio de dor, porque poxa, ele me provocou dor! Não foi isso que me ensinaram sobre amor...

Mas, de uma maneira que não sei explicar, toda essa dor desaparecia antes mesmo de um pedido de desculpa, antes de um reparo, de uma transformação. Ela desaparecia antes mesmo de eu ter certeza que os erros seriam evitados, desaparecia contra minha vontade. Eu queria ter raiva, não queria nunca mais voltar para perto, mas eu não tinha raiva, eu queria voltar para perto! De uma maneira que eu não sei explicar, essa situação se repetiu não só com uma pessoa, mas também com minha irmã, meu pai, minha avó, minha prima, meus amigos.


Nada de um namoro perfeito e romântico, de uma família feliz e unida, de amigos leais em todas as situações. Não foram pessoas perfeitas que a vida me ofereceu. Mas eu os amei, apesar das grosserias, das brigas, dos atrasos, da falta de compromisso. Amei, apesar das promessas não cumpridas, das palavras que não condiziam com as atitudes. Amei e senti dor. Amo e sinto dor, muita dor. Mas eu amo, e é isso. Amo imperfeitamente pessoas imperfeitas que me retribuem – quando retribuem – de uma maneira tão imperfeita quanto a minha de amar, mas eu amo poxa, e é isso que me basta.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Cansaço


Eu preciso de um canto pra descansar. Algum lugar silencioso, longe do barulho dos carros dessa BR 116, do ruído do ar-condicionado, longe dos gritos das pessoas nervosas que nada entendem e brigam sem antes conversar. Eu preciso de um lugar calmo, tranquilo, desse jeito que eu sei que sou, longe do estresse cotidiano, do estresse hormonal.

Para que eu possa me deitar sem preocupações em qualquer lugar, para que minha mente descanse verdadeiramente no colo daquele me criou. Eu preciso do som da chuva, mas sei lá, caso não chova por essas bandas, eu preciso de um banho de mangueira. Preciso do riso perdido dos meus irmãos e meus primos, da coragem para subir em árvores, apostar corridas e tomar sorvete. Sim, cê precisa ter muita coragem para largar tudo e tomar um sorvete com o mundo caminhando desse jeito.

Eu preciso de colo, carinho, compreensão. Algum canto, algum colo para chorar sem medo. E para rir, sim, rir dos meus erros, dessa minha vontade insaciável de querer cuidar de todo mundo, de querer resolver tudo sozinha. Trabalho em equipe, não é isso que eles pregam?

Então, preciso trabalhar com alguém na construção de uma casa na árvore. Tá, ok, aquelas árvores não possuem uma estrutura legal para uma casa lá em cima, mas sei lá, bora junto fazer alguma coisa. Bora parar de ficar colocando empecilho onde não tem, de inventar desculpas para não ir àquela reunião de família, bora tentar outra vez. Eu tô cansada, mas meu descanso não é o ócio.

Eu tô cansada, e louvados sejam cada membro do meu corpo que dói. Eu tô cansada de tanto trabalho, tanto estudo, tanta responsabilidade, mas poxa, que bom que eu os tenho. Que bom que tenho ótimos professores que não dão moleza, que bom que eu tenho um ótimo emprego que tá sempre me ensinando coisas novas. Eu tô cansada, eu quero férias, e que bom que há motivo para descansar.

Eu tô cansada, sobretudo, dessa saudade esmagadora em meu peito. É para saciá-la que eu tanto estudo, tanto trabalho, tanto me preocupo. Cansada dessa distância, e olha só, não é um cansaço do qual eu possa me orgulhar.

Mas louvadas sejam as nossas dificuldades. Louvada seja a nossa vida, que nos suga até a última gota da alma para que possamos entender que grande mesmo é ser pequeno, cheio mesmo é estar vazio de si mesmo. Feliz mesmo é aquele que chora, aquele que sabe o quão pobre é. 


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Resenha: Mãe sempre mãe


A escolha de ser mãe nunca foi fácil, ainda mais nos dias de hoje, com tanta violência e más influências que cercam o jovem. O amor de mãe é aquele que é o mais puro e verdadeiro, o mais intenso e fiel. E é esse amor que muitas mulheres querem sentir e compartilhar com seus filhos, sejam os que já trilham o caminho da vida ou os que ainda estão para trilhar.

Com um enredo muito emocionante, Marcondys França, produziu “Mãe Sempre Mãe” um filme que retrata o amor incondicional de uma mãe que, mesmo que vivendo em prol dos seus filhos, sofre preconceito e discriminação por sua filha.


A história se passa na cidade de São Paulo, envolta da família da D. Nice (Dill França), uma mulher guerreira, trabalhadora, dedicada e totalmente apaixonada por seus filhos: Ivan (Jones Malfitano) e Gabi (Chay Gaspar). Ivan é um menino já mais maduro e reconhece todo sacrifício da sua mãe, amando-a mais do que tudo nesse mundo. Já Gabi é uma adolescente que não está preocupada com a mãe, tem vergonha, desrespeita e com todas essas atitudes está se tornando mesquinha e fútil.






Gabi está em uma fase perturbada de sua adolescência, pois quer se aparecer mais, quer ter a atenção de todos a qualquer custo, mesmo que para isso seja necessário machucar quem daria a vida por ela. Em meio a essa mudança repentina e turbulenta, D. Nice fica muito preocupada com a filha, por saber que ela, naturalmente, não é assim. Ela quer ter de volta a boa convivência com sua filha e tentar reverter esse quadro e, por isso, pede ajuda à melhor amiga de Gabi, Kátia (Naiane Alves), que tenta fazer de tudo para trazer a velha Gabi de volta para a sua família.

Muito mais do que ficção, essa história emocionante é super real no meio da nossa sociedade, composta por pessoas que só dão valor ao material e se esquecem das coisas mais importantes, são que espirituais, sentimentais. Quantas Gabis não conhecemos? Meninas que, por influência da mídia, influência dos “amigos”, se esforçam para ser quem não são, tendo vergonha da própria história, da própria família? Você consegue olhar para si e enxergar alguma semelhança com Gabi?







Se tem uma coisa que as Bias do Aurora no Papel valorizam são suas famílias, e é co todo amor e carinho que pedimos: valorize-as! Valorize o trabalho de seus pais, o amor que eles lhe proporcionam... Valorize, ainda que sua mãe seja estressada demais, seu pai incompreensível demais. Valorize, ame, perdoe, deixe de lado o orgulho. Não permita que o padrão que as pessoas impõem tenha alguma influência sobre você e suas atitudes, e procure sempre seguir os conselhos de sua família.


Deixemos todos nós a ganância, a vaidade, o orgulho de lado e busquemos ser quem somos de verdade, pois, como dizia Chris Cornell, “To be yourself is all that you can do!”.

Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.
Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa;
Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.
E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.


Acesse também: Blog da Chay Gaspar para conhecer melhor o trabalho de Chay Gaspar, amiga de infância da outra Bia (Ana Beatriz).


 É isso, amores! Espero que tenham gostado e eu realmente indico o filme! Que Deus esteja com vocês!!



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Já saiu o trailer de "Procurando Dory"!!!


Eu me lembro de quando fui, junto com meus irmão, meu pai e alguns primos assistir num velho cinema que tinha aqui na cidade o lançamento de Procurando Nemo. Foi a primeira vez que eu e meus irmãos fomos ao cinema e eu tinha cinco anos de idade. Como eu me lembro? Não faço a mínima ideia.

Não consegue se lembrar? Deixe-me refrescar-lhe a memória: a história gira em torno de Marlin, um peixe-palhaço que perdeu drasticamente sua esposa e todos os futuros filhos, restando apenas um, Nemo. Depois disso, Marlin se torna um pai super protetor, mas nem por isso não consegue evitar que seu filho seja capturado por mergulhadores no primeiro dia de aula. A partir disso, passa a enfrentar as mais árduas aventuras em busca do filho, que está no aquário de um dentista em Sidney.



Durante toda sua trajetória, Marlin é acompanhado por Dory, uma peixe-fêmea que se torna sua companheira de busca. O problema é que Dory sofre de perda de memória recente, o que traz algumas complicações e mais humor ao filme.

Bom, quem tá sumida agora, seis meses depois, é Dory, que saiu à procura de sua família após ter de flashes de memória e falar sobre eles durante o sono. Esse filme nos mostrará mais sobre o passado dessa doida completamente esquecida e, sinceramente, eu tô doida pra saber onde foi que ela aprendeu a falar “baleiês”! Além dos personagens que tanto amamos e conhecemos, teremos também novos personagens e, segundo produtores, a animação está muuuito sentimental! (Ou seja, se eu já choro com Nemo, quero nem ver o que vai acontecer comigo nesse dia). Bora dar uma olhada no trailer?


Tô aguardando ansiosamente, e você? Ahh, falei com meus irmãos que faço questão de ir com eles e, pra manter a tradição, apenas nossos primos poderão ir conosco, nada de namorados, amigos, etc.

Obrigada por aguentarem minhas asneiras, meus queridos! Deus os abençoe!


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Natal da Cidade - Vitória da conquista, 2015


Sabe aquele momento maravilhoso em que você tem orgulho de dizer que pertence a algum lugar? Dentre outros motivos, o Natal na Cidade, que acontece aqui em Vitória da Conquista há 19 anos desperta em mim esse sentimento. O evento é o maior da categoria que acontece no interior da Bahia e um dos maiores no Brasil. É exemplo pela mistura cultural que perpassa desde o resgate às tradições natalinas, incentivo às manifestações populares, valorização de artistas locais à realização de shows de grandes nomes da música popular brasileira.*


Enfim, sem enrolação, a Prefeitura Municipal já divulgou algumas atrações e é sobre isso que vim falar com vocês!



No dia 19 de Dezembro teremos a participação do grupo mineiro 14 Bis com Beto Guedes, o que alegrou muito o coração da nossa família, porque gostamos muito deles! Eles estão atualmente com a turnê 14 Bis – 35 Anos, que reúne as mais clássicas músicas com outros sucessos da música nacional e internacional. Ainda nesse dia, apresentará o grupo soteropolitano Paroano Sai Milhó que, segundo a prefeitura, vai trazer muita animação e descontração para nossa cidade!


No dia 20 de Dezembro teremos o cantor, compositor e instrumentista Antônio Nóbrega, que fará a sua terceira apresentação aqui no Natal. Antônio toca violino desde de criança (enquanto isso eu só sei tocar Pássaro de fogo no violão – e olhe lá!). Gente, o cara têm se apresentado em vários países por aqui e tá vindo tocar aqui de graça pra gente, olha que honra!

Também estará presente a mais nova revelação da Música Popular Brasileira, Marcelo Jeneci, um paulista que tem conquistado cada vez mais o coração do povo brasileiro. Marcelo iniciou-se no mundo musical ao lado do seu pai, que consertava instrumentos musicais. Já compôs músicas com Vanessa da Mata, Arnaldo Antunes e outros nomes da música nacional. 


No dia seguinte, 21, teremos no palco do Glauber Rocha** Vander Lee, um mineiro que começou sua carreira tocando em bares de Belo Horizonte e aos poucos foi introduzindo seu repertório autoral. Fica de exemplo pra você que, assim alguns amigos meus, quer viver de música. É correr atrás, moçada! 

Outra atração confirmada para este dia é a Orquestra NEOJIBA, criada em 2007 como um dos programas prioritários do Governo do Estado da Bahia, hoje beneficia mais de 4.600 crianças, adolescentes e jovens por meio da música. Muito lindo o projeto, meus parabéns! 


E finalmente, FINALMENTE, finalmente, finalmente, finalmente, meu povo (qual a necessidade dessas letras veia feia?) o dia mais esperado, pelo menos pra mim! No dia 22 os talentosíssimos do Cidade Negra se apresentarão, e depois deles, Xangai! É muito amor prum dia só! Veeelho, eu sou muito apaixonada por cidade Negra, quase pulei na fila do mercado quando vi anunciarem na televisão!  


Responsáveis pelo encerramento do dia 23 estão as bandas Golden Boys com o Trio da Esperança. São duas atrações que eu ainda não conheço, então tô muito ansiosa pra ir nesse dia 23 (ohhh) conhecê-los, ainda mais porque fiquei sabendo que ambos são da jovem guarda. Mais de 35 artistas regionais se apresentarão no decorrer da semana, juntamente com grupos de teatro e dança, corais e Terno de Reis. Fica a ansiosidade, né?   

Obrigada, meus queridos, por nos acompanharem em todas as loucuras que postamos aqui. Se você é de Conquista e da Região sudoeste, super te espero lá!
Abraços quentinhos em todos vocês, mesmo com que esse calorão que tá, fiquem com a paz de Deus!

**Centro de Cultura Glauber Rocha: Avenida Brumado, Bairro Brasil, Vitória da Conquista - BA. Ao lado da Feirinha do Bairro Brasil, não tem erro!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Uma fotografia em branco


Eu não tinha nenhuma foto para provar pra mim mesma que havia sido real. Eu não tinha nenhuma foto para postar nas redes sociais e mostrar aos meus contatos como havia sido real, como havia sido lindo, como havia me deixado feliz. Eu não tinha nenhuma foto, mas isso não tirava de mim a realidade.

Foram reais aqueles risos, sim, eu posso me lembrar. Embora tenham se passado oito meses, com margem de erro, estou certa quanto a realidade daquelas nítidas imagens na minha mente: coloridas, em movimento, reais. Foram risos, beijos, abraços, olhares… Dá mesmo pra registrar tudo isso em uma fotografia?

Dos momentos tão nítidos e reais, ficou a saudade. A saudade de vivê-los, não de vê-los. Eu não quero ser uma espectadora da minha vida. Eu quero estar lá, simplesmente lá, sendo quem eu sou lá, quem eu fui ou quem serei. Eu quero ser personagem principal de uma peça que, para ser vista, seja necessário estar lá presente, na hora, sem possibilidades de encontrá-la disponível para download no Torrent.

Eu me lembro de você de um jeito que só quem estava lá se lembra. Eu me lembro de você em cores, movimentos, aromas, sabores. Conhecer-te apenas por fotografia me privaria do som rouco da sua voz, do cheiro forte da sua roupa, do toque cheio de amor das suas mãos. Eu preferi guardar pra mim. Tenho sim guardados numa caixa qualquer versos rabiscados por suas mãos, mas eles não trazem a carga histórica do que de fato aconteceu. Tenho sim, para poder me lembrar, mas o que aconteceu não está registrado naquele papel. Está registrado aqui, e eu quero que você saiba que não importa o quanto possam evoluir as máquinas fotográficas, a maior recordação sua em minha vida é a sua presença em minha vida.


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Geleia de Pitanga




Eu sei, eu sei, isso na foto são morangos, mas não se preocupe, a geleia é de pitanga mesmo!


Prometi no último post sobre pitanga que traria uma receita e voialá, eis aqui. Demorou porque eu queria eu mesma fazer, sabe, pra compartilhar uma experiência real e poder mostrar o que de fato aconteceu, além das receitas que vemos na internet.


As pitangas foram colhidas no pé que tem aqui no quintal do Ibama e, infelizmente, creio que foram as últimas. Por ter sua vida útil muito curta após colhida, se você não tiver um pé aí por perto vai ser muito difícil encontrar nos mercados, e caso encontre, provavelmente vai achar mais viável plantar um pé em casa e esperar crescer, porque a “cereja brasileira” é carinha. 

Pausa para contemplar minha cara de feliz enquanto me arranho, me sujo e caem insetos nos meus olhos. :) 

Vamos aos ingredientes.

Esse é o momento que você se decepciona ao saber que não foi com minha avó que aprendi a fazer a geleia, foi na internet mesmo, então essa receita vai ser praticamente igual às outras.


Não faço a mínima ideia da quantidade de pitanga que usei, uma vez que não pude pesá-las em nenhum lugar. E se você, assim como eu, é uma pessoa normal e não anda com uma balança pra cima e pra baixo, não se preocupe, dá pra medir as quantidades tranquilo. 




Ingredientes:

·         Para cada quantidade de pitanga, ¾ de açúcar;
·         Água;
·         Casca de maçã.

Parece brincadeira, mas não é não, é só disso mesmo que você precisará para fazer a sua deliciosa geleia. Embora provavelmente não seja necessário explicar, mas se você tiver 100g de pitanga, adiciona 75g de açúcar. Se forem 200g, 150g e assim por diante.


Modo de preparo:

Primeiro, você precisa tirar todos os cabinhos presentes na pitanga, porque eles podem comprometer o resultado final da sua geleia. 


Pode ser que você leia em alguns lugares que você precisa retirar as sementes antes de começar a preparar e em outros que não tem problema fazer tudo junto, porque as sementes acabam saindo. Eu optei por colocar as frutinhas na água e deixá-las ferver até que as sementes se soltem sozinhas antes de começar a preparar, porque é mais "prático" (seria, se eu não fosse tão apressada) e te dá mais garantia de um bom resultado, mas fica a seu critério. 

Início do processo. 
Onde eu li tava dizendo que em quinze minutos as sementes se soltariam sozinhas, e talvez nem tenha passado quinze minutos, mas quando eu vi que tava demorando mais do que eu queria, comecei eu mesma a tirá-las com as mãos, o que não foi difícil porque elas já estavam começando a soltar. 


Resultado: minhas mãos ficaram como quando a gente fica tempo demais mexendo com água. 


Depois da minha brilhante ideia (aconselho-os a deixar as sementes saírem por si só), levei toda a poupa da fruta ao fogo com um tiquizinho de nada de água (sou ótima com precisão de medidas) e mais de ¾ de açúcar. Na verdade, gente, creio que no início eu tenha colocado a quantidade certa, mas como não via nada “geleiar”, taquei açúcar. Depois do grande feito que fui lembrar da casca de maçã, que serve com catalisador na hora do cozimento.


Tudo bem, tudo bem, Wellington falou e eu também concordo que durante o cozimento ela não tem uma aparência muito boa, mas não se preocupe, sua geleia não vai ficar parecendo uma panela de camarão. 


Essa foto foi antes de colocar a casca de maçã (só precisa ser de uma, gente) e foi incrível como, instantaneamente, ela começou a mudar de forma assim que coloquei a casaca. 


O ideal é que você deixe esfriar antes de comer, mas quando eu quero comer alguma coisa, não ligo muito pra esse lance de ideal não.


Adicionei uns morangos que o lindo do meu pai me deu (veelho, eu sou a louca dos morangos) e ficou uma delícia comer os dois juntos. 


Pra quem quer fazer em grandes quantidades basta colocar umas gotinhas de limão durante o preparo para poder conservar a geleia por meias tempo. Lembre-se de guardar em potes de vidro muito bem esterilizados, okay?

 
A geleia ficou sensacional. Aquela mistura de doce e azedo típica da pitanga, que dá uma sensação de que tem algo explodindo na nossa boca, se intensificou. Ficou um pouco mais doce do que eu queria, mas como eu não gosto de nada muito doce, posso nem falar nada.

Você pode servir com torradas, bolacha de sal, cookies e o que mais você quiser. Como lá em casa a gente é rebelde, comemos com morango e com pão - fica maravilhoso, sério!

É isso pessoal, espero de coração que tenham gostado, Pretendo trazer mais receitas pra vocês, mas não posso garantir que será em breve nem com muita frequência porque quero eu mesma fazer as coisas.

Obrigada por nos acompanharem até agora! Compartilhe o Aurora no Papel com seus amigos que gostam de ler, seus pais que gostam de música, seus professores que  gostam de comer... Não necessariamente nesta ordem!


                                           Deus os abençoe!        

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Resenha - Harry Potter e o Cálice de Fogo


Comensais da morte atacam durante a Copa Mundial de Quadribol. 

Quatorze anos tinha Harry Potter quando, no verão daquele ano, foi assistir pela primeira vez na sua vida a Copa Mundial de Quadribol. Havia passado as férias de verão na casa da tão amada família Weasley e, com eles, se transportou por uma chave de portal para assistir a tão esperada copa.

Sei que todos nós já passamos por algum tipo de drama aos quatorze anos. Eu, por exemplo, além das coisas normais da idade, fui diagnosticada com depressão aos quatorze (superei e fui curada, graças a Deus!), mas meu amigo, com quatorze anos o Menino-Que-Sobreviveu começa seu ano letivo da pior maneira possível: durante a copa, Comensais da Morte, assim chamados os seguidores de Voldemort, ateiam fogo em tudo e conjuram no céu a Marca Negra, não vista por ninguém há mais de treze anos. O que isso quer dizer? Voldemort voltou? Que ele está tentando recuperar os poderes todo mundo sabe, mas e quanto a isso? O que fazer? Bem pior do que os nossos dramas adolescentes, não é?


No meio de toda essa tensão, acontece outro evento que há muito não se falava na comunidade bruxa, tendo sido realizado pela última vez há quase um século: o Torneio Tribuxo, onde três jovens bruxos de três escolas – Hogwarts, Beauxbatons e Durmstrang – deveriam competir entre si até o tão esperado prêmio.


Um dos pré-requisitos básicos para colocar o nome no Cálice de Fogo e ser selecionado para participar do torneio é ter no mínimo 17 anos, mas advinha só quem, pelas forças do “destino”, foi escolhido pelo Cálice? Isso mesmo, nosso Harry querido! Quem colocou seu nome lá? Não poderia ter sido o próprio Harry, uma vez que o Cálice estava enfeitiçado para evitar que menores de idade participassem. Não, não podia ter sido Harry, tinha que ser alguém que dominasse os mais avançados níveis de magia... Teria sido então Alvo Dumbledore, para privilegiar seu queridinho? Seria alguém a mando de Voldemort, e o torneio seria então uma estratégia para assassinar, depois 13 anos, Harry Potter? 

Os diretores das outras casas acreditam que tudo é uma armação de Dumbledore. 
Fosse quem fosse, o fato é que Harry, Caedrico Digory (outro selecionado para representar Hogwarts), Fleur Delacour (representante de  Beauxbatons) e Vítor Krum (famoso jogador de Quadribol que representaria Durmstrang) competiriam entre si para vencer as três perigosíssimas e árduas tarefas.

"Tempos difíceis nos aguardam! E em breve teremos que escolher entre o que é certo e o que é fácil!", diz Alvo Dumbledore, e mais uma vez, entra em cena a questão da união. No início, Rony, assim como praticamente toda a escola, fica contra Harry, por achar que o fora o amigo quem colocara o próprio nome no Cálice sem ao menos comunicá-lo. Rony queria muito participar do torneio, mas assim como Harry, não tinha idade suficiente para isso. Ele achava que Harry fazia isso para se manter no centro das atenções e se sentia inferior ao amigo, por nunca receber o destaque que ele e Hermione recebiam.

A linda e meiga da Hermione procura sempre ajudar Harry a lidar com todas as difíceis situações. 

Harry enfrenta difíceis tarefas, e só conseguiu vencer cada uma delas poque teve a ajuda de seus fiéis amigos. Pois é, meu brother, Harry Potter não teria sobrevivido 14 anos sem ajuda daqueles que o amavam e é essa a verdadeira magia da história. Inclino-me sempre a dizer que o amor em todos os livros da série fascinam mais do que a maia propriamente dita. 

Em Harry Potter e o Cálice de Fogo, além de conhecermos criaturas e feitiços novos, conhecemos também novos personagens. Bora dar uma olhadinha?

Cedrico Diggory foi o aluno selecionado para representar Hogwarts pelo Cálice. É um rapaz de bom coração, assim como é um típico aluno da Lufa-Lufa. A maioria da escola fica ao seu lado, pois muitos acreditam que Harry não estava sendo honesto. Cedrico, contudo, não alimentava sentimentos contra Harry, pelo contrário, até o ajudou durante o torneio.
Todo mundo concorda que assim ele é mais bonito do que quando é Edward, o vampiro?




Olho-Tonto Moody é o apelido de Alastor Moody, antigo auror (quem caça bruxo das trevas) com fama de estar maluco. Suas atitudes estranhas mostram que tal suspeita não é em vão. "Vigilância constante!", ele diz, e seu estranho olho que que vê até através da própria cabeça o ajuda a se manter assim.  
Moody, apesar da excêntrica personalidade, mantém também ao lado de Harry.



Krum é um famoso jogador de quadribol muuuuuito gente boa, apesar do fato que o diretor de sua escola, Durmstrang, querer usá-lo para realizar planos ambiciosos. É honesto durante o torneio, mas infelizmente, coisas ruins lhe acontecem, assim como a Cedrico. Só lendo pra saber! 






Tem muuuuuuito mais coisa pra falar desse livro, gente, muito mesmo. De tão detalhado e emocionante que ele é, cogitou-se até em fazer dois filmes para ele, mas como podemos perceber, só saiu um que é uma bosta quando comparado com o livro, sério, não é papo chato de quem que fica falando "prefiro livros" não.

Uma última coisinha que eu queria deixar pra vocês é o Baile de Inverno que acontece durante o filme, com direito a show da banda de rock As Esquisitonas. Hagrid dançou com uma gigante que ele deu uns cata, Neville dançou com Gina, Dumbledore com McGonalgall Harry e Rony ficaram com as que sobraram. Por causa desse evento, foram ditas frases hilárias que eu trouxe aqui pra vocês:

"Não irei permitir que em uma única noite vocês manchem esse nome como babuínos, bobocas,  balbuciando em bando!" Minerva McGonagall ensinando os alunos a dançar.

"Droga Harry você derrotou um dragão! Se não arranjar um par ninguém arranja!" Rony, sobre o desespero dele e de Harry por não conseguirem um par. Tá difícil pra todo mundo. 

"Tradicional?! Isso é uma velharia! estou parecendo minha tia-avó Tessie... Tem o cheiro da minha tia-avó Tessie!!" Rony, quando recebe suas vestes de gala enviadas pela mãe. 

Vale ressaltar que no livro o vestido dela era azul!


Meus queridos, por hoje é só!
"Só? Depois de um textão desse?" Desculpem-me pela resenha enorme, mas como falar pouco de Harry, me diz?!
Peço desculpas pela falta de periodicidade com que posto as resenhas, prometo que um dia tomo tento!
Grande abraço, obrigada de coração por estarem aqui! Você são o motivo de tudo isso!
Fiquem com Deus!

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Bicho do Mato


Havia um quê de mistério divino no vento fresco que balançava saias e folhas na mata brava do sertão naquele dia. Havia todo um poema envolto nos raios solares infiltrados por baixo das copas das árvores às quatro da tarde. Havia um quê de poema misteriosamente divino naquelas pessoas, amantes da natureza, que decidiram largar os afazeres entediantes de domingo para irem se  picar numa roça qualquer. 




Talvez fossem as flores amarelas entapetando o chão primaveril que fizesse tudo parecer mais mágico e belo aos olhos, talvez fosse o carcará cruzando os ares com sua imponência, talvez fossem os patos criados num poleiro ou até mesmo a pitangueira que não frutificou esse mês – quem poderá saber? – mas gente bicho do mato não precisa de muita coisa para se encantar com a terra a que pertence. 



Havia ali uma moça. Tipicamente sertaneja, tipicamente baiana, andava sozinha por entre as árvores que roçavam sua cintura, ficando cada vez mais morena debaixo do sol. Estava no auge da sua juventude, mas não estava curtindo seu domingo a tarde como os demais jovens da sua idade geralmente faziam. Era todos os dias beijada pelo sol nordestino, mas gostava mais ainda quando esses beijos eram recebidos no meio do mato, entre os paus-brasis plantados rente a cerca por seu pai; gostava mesmo era desses beijos no meio de uma ventania, no alto de um morrinho, observando o voo dos pássaros que, assim como ela, amavam a liberdade. 



E ali estava o verdadeiro bicho-do-mato do sertão, do cerrado, das áreas de transição nordestinas. Apesar de ser tão indomável quanto seus cabelos, deixava-se amansar por aqueles a quem amava, por aqueles a quem pertencia seu coração. Ali estava o bicho-do-mato: não eram as lagartas de fogo, não eram as cobras enfiadas no matagal, não eram os felinos agressivo querendo proteção – era uma moça qualquer da cidade, trazendo no peito sentimentos quaisquer de sua idade, mas que ao invés de somente existir, vivia intensamente cada segundo que o Divino lhe concedia cultivando amor no coração de outros bichos-do-mato, correndo pela grama sob o sol primaveril, sendo um inofensivo bicho-do-mato. 



Ali estava o bicho-do-mato, com sua família de catingueiros: uma velha a molhar alegremente a horta, um homem a ocupar-se afazeres roceiros, uma mulher a irritar-se com os mosquitos, uma outra moça bicho-do-mato a subir nas árvores que a sua irmã não queria. Eram bichos-do-mato, quem poderá negar? Eram bichos-do-mato, amantes da terra, amantes do sertão, amantes de toda cor que o sol trazia pra'quelas bandas. Eram amantes do mato.


 Amores meus, fiz este texto assim que voltei do pedacinho de terra que nossa família tem, ou melhor dizendo, da roça. Acho que já deu pra perceber pelas coisas que escrevo, pelas fotos aqui postadas, pelo Instagran o quão amante da natureza eu sou, né? Pois é, e aqui tá um pouco pra vocês do que eu vejo, do que eu sinto, do que eu sou, e eu espero que tenham entendido o que eu quis transmitir!

Muito obrigada por tudo, queridos!
Abraços, fiquem com Deus, fiquem na paz!






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