sábado, 25 de julho de 2015

É por isso que eu escrevo!

Inspirada num concurso que acontece anualmente aqui na cidade, o "É por isso que eu canto",  resolvi fazer a partir de hoje, que é o dia do escritor, um série de textos com o tema "É por isso que escrevo", para que vocês, queridos leitores, possam estar enviando-me seus textos e/ou poesias explicando o porquê de os fazerem. Sendo assim, peço a vocês que enviem seus textos com a temática para o email verdade.verdadeira23@gmail.com (não riam!), que eu prometo postar todos, todinhos no seu devido tempo. Se forem muitos textos para uma semana só, irei postar os outros gradativamente ao longo dos dias, porque afinal, se é todo dia que a gente escreve, todos os dias são em nossa homenagem! 

Sei bem que essa semana deveria ter começado dia 19, para encerramos com chave de ouro bem no dia do escritor, mas eu realmente sou uma das pessoas mais mal informadas desse mundão de meu Deus, então me perdoem.  

Pra compensar o meu desleixo, trago hoje para vocês o meu motivo para escrever.


Eu escrevo nos dias chuvosos de verão, lembrando de uma infância distante e feliz. Escrevo quando a tempestade em meu peito me impede de perceber que já raiou o sol lá fora, já é tempo de sair para brincar. Então, quando minhas palavras abrem um lindo céu azul em meu quarto mesmo quando o firmamento parece desabar, percebo  que não estaria aqui se não fosse pelo fato de elas estarem cravadas em uma folha de papel qualquer, rolando soltas pelo meu quarto. 

Palavras estas que se adaptaram, assim como eu. Se adaptaram com a correria do dia a dia e pararam com a birra de "só sai se for no papel". Hoje elas se acostumaram com o teclado do meu computador, mas assim como eu, não se acostumaram com as relação mantidas pelo mesmo. Minhas palavras querem mais, muito mais do que o virtual pode oferecer. 
  
Eu escrevo porque minhas palavras tem vida própria e pedem para sair. Porque não caibo em mim, sou pequena demais, magra demais, e aqui dentro não cabe o turbilhão que são minhas palavras, o turbilhão que sou. Acredite, embora eu não tenha nem mesmo 1,60m de altura, há uma grandeza maior do que você possa imaginar habitando em meu corpo, e isso me faz escrever. 

Escrevo porque quero, e não é grosseria dizer isso, é poético até. Em um mundo onde tudo é comercial, onde tudo é feito para o bem e agrado do público, me orgulho de dizer que escrevo aquilo que  espírito livre pede, e é apenas isso.   

E eu não controlo. Não sou eu quem as crio, são elas que tem me criado ao longo nos anos e meu feito crer em seu imensurável poder. Sou apenas um instrumento usado pelo verbo para que ele possa se transmitir, porque palavras não saem andando sozinhas por aí, não é mesmo? E esse poder se manifesta quando quer, sai de dentro de mim quando bem sente vontade.  Muitas vezes, quer sair num sábado a noite quando eu deixo de ir à igreja pra ficar estudando, e quem sou eu para lhe dizer que meus estudos são mais importantes?

Eu escrevo, escrevo e só. Não sou escritora, sou eu quem sou escrita pelas minhas palavras de vida própria que controlam esse espírito que insiste em ter liberdade. 


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